Como Reagir a um Adulto com TOD (Transtorno Opositivo-Desafiador)

9/7/20251 min read

O Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD) é mais conhecido na infância, mas também pode se manifestar na vida adulta. Ele se caracteriza por um padrão de comportamentos de oposição, hostilidade e resistência frequente às regras, às figuras de autoridade e até mesmo às situações cotidianas.

Conviver com um adulto com TOD pode ser desafiador, mas é possível construir relações mais saudáveis quando se entende a condição e se busca estratégias adequadas.

Características comuns em adultos com TOD

  • Dificuldade em aceitar regras ou limites.

  • Comportamentos de provocação, ironia ou desafio.

  • Irritabilidade e explosões de raiva frequentes.

  • Tendência a culpar os outros pelos próprios erros ou dificuldades.

  • Resistência a críticas, mesmo que construtivas.

Como reagir de forma saudável?

  1. Mantenha a calma
    Reagir com raiva só aumenta o conflito. Respire fundo e evite entrar em embates desnecessários.

  2. Estabeleça limites claros
    Adultos com TOD testam fronteiras. Seja firme, mas sem agressividade, ao definir o que é aceitável ou não.

  3. Use a comunicação assertiva
    Fale de forma objetiva, sem ironia ou julgamento. Em vez de “você sempre faz tudo errado”, prefira: “precisamos encontrar juntos uma forma diferente de lidar com isso”.

  4. Não personalize os ataques
    Muitas vezes, a irritação ou hostilidade não é contra você, mas parte do transtorno. Evitar levar para o lado pessoal ajuda a manter o equilíbrio.

  5. Reforce os comportamentos positivos
    Valorize atitudes construtivas, reconhecendo quando a pessoa coopera ou age de forma saudável. Isso pode estimular mudanças graduais.

  6. Busque ajuda profissional
    O acompanhamento psicológico é essencial. A terapia pode ajudar o adulto com TOD a desenvolver habilidades de autocontrole, além de auxiliar familiares e parceiros a lidar com os desafios da convivência.

O papel da empatia

Conviver com alguém que tem TOD não significa aceitar comportamentos abusivos, mas compreender que por trás da oposição existe sofrimento e dificuldade de autorregulação. A empatia, aliada a limites firmes, pode transformar a relação.